Vai lá com a lorenna, vai.

Por algum momento da minha vida eu cheguei a imaginar que só de escrever bastaria, acabaria com a dor, com tudo… Ou simplesmente abafaria essa dor, mas foi escrevendo que eu percebi, que escrever era uma forma de relatar os fatos e lembrar deles depois, e isso de uma certa forma não me farar esquecer, nem muito menos abafar nada. Mas por outro lado, o belo lado da história, iria aliviar o peso que estava dentro de mim, ou pelo menos tentaria aliviar. Eu sei que escrever não vai mudar em nada, não vai aliviar em nada… só que, as vezes, faz bem.

Tirei essa foto hoje em uma livraria aqui da cidade. O senhor, um provável morador de rua estava se divertindo de boa na lagoa lendo um livro aleatório de literatura da estante, com alguma dificuldade, acompanhando as palavras e as formando aos poucos com os lábios, balbuciando algumas sílabas como vocês podem ver.
Em poucos minutos dois seguranças chegaram andando com pressa acompanhados do gerente, pegaram-no pelo braço e o carregaram para fora à força. O senhor não reagiu, só baixou a cabeça e foi chorando até a rua. Fui atrás, com pena, e pude vê-lo encostar em um muro, sentar no chão e continuar chorando em posição fetal.
Acho que isso realmente é uma coisa pra se compartilhar, se fosse alguma vadia de 13 anos chorando porque queria um cara pra come-la , todos reblogariam e achariam bonitinho.
BRASIL, Brasil, brasil…
Texto e foto tirados do facebook
